Pular para o conteúdo principal

Vacina contra o HIV é testada com sucesso em macacos


CÉLULA INFECTADA COM HIV (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Pesquisadores afirmam ter neutralizado a forma viral mais comum nas infecções do HIV em humanos

Uma nova vacina contra o vírus do HIV deixou os pesquisadores bastante satisfeitos. Testada em macacos, a substância induziu a produção de anticorpos contra uma das formas do vírus mais comuns em humanos – o que já é um grande passo para os estudiosos.

De acordo com o portal Science Daily, a nova pesquisa, publicada na revista Immunity, está sendo desenvolvida desde os anos 90. Ela mostrou o bom resultado da vacina em macacos da espécie rhesus (também conhecido como Macaca mulata). Quando em contato com a substância, seu sistema imunológico começou a produzir anticorpos neutralizantes contra a cepa Tier 2 (a forma viral mais comum nas infecções do HIV em humanos). Além disso, os cientistas também chegaram à primeira estimativa de níveis de anticorpos neutralizantes induzidos pela vacina necessários para proteger contra o HIV.


"Descobrimos que anticorpos neutralizantes que foram induzidos pela vacinação podem proteger os animais contra o vírus que se parece muito com o HIV do mundo real", diz Dennis Burton, PhD, presidente do Departamento de Imunologia e Microbiologia da Scripps Research. Segundo ele, apesar da vacina ainda estar longe de chegar às pessoas, o estudo fornece uma “luz no caminho” para futuras estratégias contra os causadores da aids.

A pesquisa

A equipe testou a vacina em dois grupos de macacos-rhesus. Um estudo anterior usando a mesma substância mostrou que alguns macacos imunizados naturalmente desenvolveram poucos anticorpos neutralizantes em seus sistemas, enquanto outrosresponderam melhor à vacinação. A partir deste estudo, os pesquisadores selecionaram e revacinaram seis macacos de cada grupo. Eles também estudaram 12 primatas não imunizados.

Segundo os cientistas, os animais foram expostos ao chamado SHIV, que é uma versão artificial do HIV, mas que contém a mesma cadeira de moléculas do vírus humano. Apesar de ter uma neutralização difícil, foi verificada a possibilidade de se produzir níveis suficientes de anticorpos para prevenir a infecção.

"Desde que o HIV surgiu, esta é a primeira evidência que temos de proteção baseada em anticorpos contra um vírus ‘Tier 2’ após a vacinação", disse Matthias Pauthner, pesquisador associado da Scripps Research e co-autor do novo estudo. "A questão que fica agora é saber como podemos obter esses bons resultados em todos os animais."

Os pesquisadores estão buscando uma estratégia para obter anticorpos amplamente neutralizantes (bnAbs) que possam agir contra muitas cepas do HIV, em vez de uma única, como a descrita nesses estudos. "Esta pesquisa dá uma estimativa dos níveis de bnAbs que podemos precisar na vacinação, a fim de aumentar a proteção contra o HIV em todo o mundo", diz Burton.

Pauthner afirma que esta é uma descoberta importante, uma vez que outros laboratórios se concentraram no potencial das células T e outras defesas do sistema imunológico para bloquear a infecção. No futuro, os cientistas querem melhoras o projeto da vacina para testes em humanos e manter os bons resultado. "Há muitos truques imunológicos que podem ser explorados para tornar a imunidade mais duradoura", diz o co-autor.

Via | Galileu

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Novo teste de coronavírus pode detectar a doença em cinco minutos

A fabricante de dispositivos médicos Abbott recebeu autorização de emergência da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para seu novo teste molecular de ponto de atendimento para COVID-19, que permitirá que profissionais de saúde em uma variedade de cenários obtenham resultados quase imediatamente. Ele pode fornecer resultados positivos em menos de cinco minutos e resultados negativos em 13 minutos. Em um anúncio publicado na sexta-feira (27), a Abbott disse que o teste poderia ser usado em consultórios médicos, clínicas de atendimento de urgência e departamentos de emergência hospitalar. Ele funcionará na plataforma ID NOW da empresa, um dispositivo portátil do tamanho de uma pequena torradeira que já é usado para detectar influenza A e B, Estreptococo do grupo A e vírus sincicial respiratório. A Abbott disse que estava aumentando a produção e que espera entregar 50.000 testes por dia ao sistema de saúde dos EUA a partir da próxima semana. De acordo com a Bloomberg...

JAMES WEBB REVOLUCIONA O ENTENDIMENTO SOBRE A EVOLUÇÃO DO UNIVERSO

Flamingos com cor mais intensa brigam mais por comida, aponta estudo

Pesquisa inglesa mostrou que as aves mais rosadas criadas em cativeiro têm mais energia para disputar alimentos. Entenda essa história Um novo estudo da Universidade de Exeter e do WWT Slimbridge Wetland Center, ambos na Inglaterra, mostra que quanto mais forte a cor de um flamingo, mais agressivo o animal pode ser na hora de comer. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (8) na revista científica Ethology.   Os flamingos vivem em bandos e sua coloração vem da alimentação rica em carotenoides,   substâncias naturais que dão cor a uma série de frutas e verduras e também a algas e camarões, dos quais os flamingos se alimentam. Por isso, uma cor mais intensa indica que o animal está saudável e pronto para se reproduzir. "Um flamingo saudável, que é um alimentador eficiente - demonstrado por suas penas coloridas - terá mais tempo e energia para ser agressivo e dominante ao se alimentar", explica Paul Rose, da Universidade de Exeter, em nota.   Rose estudou o co...