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Mostrando postagens com o rótulo SERES VIVOS

Dez parasitas capazes de controlar a mente de seus hospedeiros

Algumas das espécies mais arrepiantes do planeta são especialistas em conseguir o que querem. Conheça dez delas: 'Ophiocordyceps unilateralis' (ou 'fungo da formiga zumbi') Formigas são seres com grande capacidade de orientação, criando caminhos eficientes quando buscam alimentos. Mas nas florestas do Brasil, da Tailândia e da África, as espécies do gênero Camponotus perdem seu rastro por causa do fungo parasita Ophiocordyceps unilateralis. Quando um esporo desse fungo contamina uma formiga, ele passa de três a nove dias se desenvolvendo dentro dela. Quando pronto para completar seu ciclo de vida, o fungo manipula o inseto até ele se afastar da segurança de seu grupo, sem enxergar direito por onde vai, vagando como um zumbi. Um estudo feito em 2009 revelou que, nesses casos, as formigas sempre acabam em lugares semelhantes: em alguma árvore, a cerca de 25 centímetros do solo, em um local com a umidade perfeita para que o fungo se prolifere. A ...

Pesquisadores encontram nova espécie de sagui brasileiro

O sagui-dos-Munduruku pode ser encontrado no sul da Amazônia Chamada de sagui-dos-Munduruku, uma nova espécie de sagui foi descoberta no Brasil. O nome é uma homenagem aos indígenas Munduruku e faz referência à distribuição geográfica da espécie, endêmica do sul da Amazônia. Além disso, serve como um aviso de que as florestas das quais ambos bichos dependem estão sofrendo ameaças. “Aproximadamente metade da área de distribuição dos saguis cai dentro das terras dos Munduruku”, disse Rodrigo Araújo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Universidade Federal do Amazonas e responsável pela descoberta. Em entrevista ao G1, Araújo contou como encontrou o animal, pertencente ao gênero Mico. “Logo que observei com binóculos percebi que eles eram diferentes e que poderiam ser uma espécie nova. Os rabos deles eram totalmente brancos, e esta é uma condição muito incomum em primatas na América do Sul.” O pesquisador teve o seu primeiro encontro com um gru...

Fóssil muito bem preservado mostra cardume de 50 milhões de anos

Pesquisadores acreditam que peixes morreram após a queda de uma duna de areia, mas ainda não se sabe o que os preservou tão bem Um fóssil descoberto na Formação Green River, nos Estados Unidos, de cerca de 50 milhões de anos atrás, mostra os momentos finais de vida de um cardume de peixes de uma espécie já extinta, aErismatopterus levatus. Acredita-se que os animais morreram após a queda de uma duna de areia, que os matou em segundos. O fóssil mostra restos de pelo menos 259 peixes e foi analisado por um time de cientistas da Universidade Estadual do Arizona e do Mizuta Memorial Museum, no Japão. Eles conseguiram entender melhor o comportamento dessa espécie ancestral, embora não saibam direito o que causou a preservação dos peixes. “Mesmo que ainda não seja claro como a estrutura do cardume foi preservada no fóssil, esses achados indicam que os peixes têm formado cardumes ao combinarem regras de comportamentos simples desde o período Eoceno”, escreveram os autores do...

Da busca por cura do câncer à luta contra o plástico: como os cogumelos podem mudar o mundo

Sob os pés de Jim Anderson há um monstro. Ele está vivo desde que o rei persa Xerxes travou uma guerra contra os gregos antigos e pesa mais que três baleias-azuis juntas. Tem um apetite voraz e percorre enormes extensões de floresta. Ele não é um animal esquecido da mitologia grega. É um cogumelo. Anderson está sobre um modesto trecho da floresta de Crystal Falls, na península de Michigan, nos EUA. Ele está revisitando um organismo que vive sob o solo da vegetação e que ele e seus colegas descobriram há quase 30 anos. Esta é a casa do Armillaria gallica, exemplar do gênero (Armillaria) dos chamados "cogumelos-do-mel". Estes fungos são encontrados em florestas temperadas em toda a Ásia, América do Norte e Europa, onde crescem em madeira morta ou prestes a morrer, ajudando a acelerar sua decomposição. Frequentemente, seu único sinal visível acima do solo são aglomerados de corpos de frutificação, de coloração amarelo-marrom, que crescem a até 10 cm de altura. ...

Ecossistema com quase o dobro de tamanho dos oceanos vive sob nossos pés

Pesquisadores estimam que existam até 23 bilhões de toneladas de microrganismos sob a superfície da Terra UM NEMATÓIDE (EUCARIOTA) NÃO IDENTIFICADO ENCONTRADO NA MINA DE OURO DE KOPANANG, NA ÁFRICA DO SUL, 1,4 KM ABAIXO DA SUPERFÍCIE (FOTO: GAETAN BORGONIE / EXTREME LIFE ISYENSYA)   Existe um universo, com quase o dobro do tamanho de todos os oceanos, vivendo sob os nossos pés, nas profundezas do planeta Terra. Mesmo sob calor extremo, sem luz e com poucas opções de alimentação, existem de 15 a 23 bilhões de toneladas de microorganismos praticamente desconhecidos pela ciência. Isso equivale a centenas de vezes o peso combinado de todos os seres do planeta. Graças à precisão cada vez maior e o custo decrescente do sequenciamento de DNA, juntamente com avanços nas tecnologias de perfuração em águas profundas, pesquisadores do Observatório Deep Carbon, um grupo com mais de mil cientistas de 52 países, conseguiram fornecer um olhar mais detalhado na composição da bi...

Pela primeira vez no mundo, onça-parda branca rara é vista

       RIO - Florestas mágicas têm unicórnios. Florestas brasileiras da vida real têm onças brancas. Pesquisadores do ICMBio flagraram no Parque Nacional da Serra dos Órgãos o primeiro registro do mundo de uma onça branca. Até agora apenas tigres e leões brancos eram conhecidos. A onça branca é uma parda ou suçuarana (Puma concolor), cuja pelagem normalmente é avermelhada. O animal foi avistado apenas uma vez, em 2013, nas imediações de Petrópolis.   Mas a bióloga Cecília Cronemberger, que liderou o estudo, explica que a imagem só foi apresentada agora porque os pesquisadores esperaram a publicação numa revista científica, a “CatNews”, para divulga-la. Postada nas redes sociais pelo autor da foto, o biólogo Lucas Gonçalves, a imagem rapidamente viralizou. Cronenberger explica que não se trata de albinismo, quando todo o animal é branco e pode haver complicações de saúde. É um caso de leucismo, quando apenas a pelagem é branca devido a uma alte...

Reino Unido avança para criação de bebês geneticamente modificados

Relatório estabelece recomendações éticas para que a edição genética não divida a sociedade Os bebês geneticamente modificados são possíveis só em tese por enquanto, mas o Reino Unido já se prepara para esse tipo de intervenção genética dos pais sobre seus filhos. Se a tecnologia evoluir e se tornar viável clínica e legalmente, medidas específicas devem ser tomadas. É isso que concluiu uma análise do Nuffield Council on Bioethics, conselho de bioética formado pela Fundação Nuffield, pelo Conselho de Pesquisa Médica e pela organização sem fins lucrativos Wellcome Trust, cujo foco é ajudar a melhorar a saúde da população. “Há um potencial para intervenções na edição de herança genética serem usadas, em algum ponto no futuro, na reprodução humana assistida, como um meio para as pessoas garantirem certas características em seus filhos. Inicialmente, isso pode envolver a prevenção de transmissão hereditária de problemas genéticos específicos. Entretanto, se a tecnologia se des...

Formigas “paramédicas” evacuam guerreiras feridas, mostra estudo

Formigas africanas matabele socorrem companheiras feridas e cuidam delas até que recuperem totalmente a saúde, mostra estudo As formigas africanas matabele socorrem as companheiras feridas nas operações de caça e cuidam delas até que recuperem totalmente a saúde – aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (14), que mostrou aspectos “assombrosos” do comportamento animal. Depois de evacuar as feridas dos campos de batalha e levá-las para o ninho, as formigas atuam como equipes médicas, reunindo-se em torno dos pacientes para lamber seus ferimentos de forma “intensa”, relata um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B. Esse comportamento reduz de 80% para 10% a mortalidade das formigas-soldado feridas, observam os pesquisadores. “Isso não se faz por meio do autocuidado, que é algo conhecido por muitos animais, mas mediante um tratamento feito por outros, que, lambendo intensamente a ferida, tornam impossível impedir que haja uma infecção”, e...

A invasão dos clones: espécie mutante de lagostim se espalha pelo mundo

Crustáceo que se reproduz sem sexo surgiu em aquário na Alemanha e agora ameaça outros animais O Procambarus virginalis, conhecido como marmorkrebs, é uma espécie de lagostim de água doce com uma característica única. Diferente de outros crustáceos, ele se reproduz por partenogênese, ou seja, sem sexo. Apenas um exemplar é capaz de gerar centenas de filhotes anualmente, todos fêmeas geneticamente idênticas, clones da mãe. O animal foi identificado pela primeira vez num aquário alemão em 1995 e, em menos de três décadas, se espalhou por diversos países da Europa, África e Ásia, se transformando numa ameaça aos ecossistemas nativos. — As pessoas iam às lojas de animais, compravam um lagostim e colocavam no aquário de casa. Em um ano, existiam centenas. Eles poderiam ser dados a amigos ou devolvidos para as lojas, mas alguns eram jogados na privada ou soltos em lagos. Foi assim que o marmokrebs chegou na natureza — conta Frank Lyko, pesquisador do Centro de Pesquisa do Câncer ...

Mudanças climáticas diminuem número de tartarugas verdes machos, diz WWF

Com o aumento da temperatura na Austrália, o número de fêmeas é maior do que o de machos há duas décadas O aumento da temperatura dos mares está afetando a reprodução das tartarugas verdes, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pela organização não-governamental WWF. O levantamento, feito na Austrália, aponta que a colônia da espécie ao norte da Grande Barreira de Corais é composta, em sua maioria, por fêmeas. O número de machos no local equivale a cerca de 13%. Isso acontece porque esse tipo de tartaruga tem o sexo determinado pela temperatura da incubação dos ovos — ninhos mais quentes são propícios para a formação de fêmeas. A organização ambiental alerta que o desequilíbrio entre os sexos pode fazer com que a comunidade de tartarugas verdes em Queensland, onde fica a Grande Barreira, entre em colapso sem a presença dos machos. Com cerca de 200 mil fêmeas reprodutoras, a região é umas das mais importantes para a espécie, considerada em perigo de extinção. ...

As 'aves incendiárias' que usam o fogo para facilitar a caça

A Austrália é o lar de inúmeras espécies perigosas: de crocodilos a cobras, de aranhas a águas-vivas venenosas. Três animais aparentemente inofensivos foram acrescentados à lista, de acordo com um novo estudo baseado em diversas observações. São três espécies de aves de rapina, descritas pelos pesquisadores como "incendiárias". Segundo Bob Gosford, ornitologista do Central Land Council (um dos conselhos comunitários que se organizam por região no país, neste caso no Território do Norte) e coautor da pesquisa, as aves são o milhafre-preto (Milvus migrans), o milhafre-assobiador (Haliastur sphenurus) e o falcão-marrom (Falco berigora), que ampliam deliberadamente os incêndios florestais para forçar os animais que moram na floresta a fugir das chamas e, assim, caçá-los com mais facilidade. Para fazer isso, as aves pegam um galho em chamas com o bico ou com as garras e o deixam cair em uma área ainda não atingida pelo fogo. Além disso, dizem os pesquisadores,...