De acordo com cientistas da Universidade do Maine, uma em
cada duas milhões de lagostas são azuis
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| LAGOSTA AZUL É CONSIDERADA AMULETO DE SORTE ENTRE OS PESCADORES (FOTO: FLICKR/CREATIVE COMMONS) |
Encontrar um trevo de quatro folhas é lendariamente raro.
Agora, imagine encontrar dois trevos de quatro folhas diferentes em dois dias
consecutivos! Coisa de louco, não? Pois isso aconteceu com pescadores
canadenses na pequena comunidade de Alder Point, na federação da Nova Escócia.
No último domingo (22/05), o pescador Blaine Marsh capturou
uma lagosta azul. De acordo com o Lobster Institute, da Universidade do Maine,
apenas uma em cada dois milhões de lagostas possuem uma mutação genética que a
deixa com coloração azulada. Após fotografar o achado inédito, Marsh devolveu o
animal ao mar.
Como se a sorte não tivesse brilhado o suficiente para os
pescadores da comunidade, pois acredita-se que a lagosta azul traz boa sorte à
região onde foi encontrada, o pescador Scott MacKinnon encontrou outro animal
com a mesma mutação, um dia depois, na segunda-feira (23/05), a cerca de 150
quilômetros de onde a primeira foi liberada.
Além de confirmar que é impossível que o mesmo animal tenha
percorrido 150 quilômetros em apenas um dia, os pesquisadores do Lobster
Institute disseram à agência Associated France-Presse que, comparando as fotos
dos dois animais encontrados, confirmam que se tratam de lagostas diferentes.
De acordo com os cientistas entrevistados pela agência de notícias, o primeiro
crustáceo encontrado ainda era filhote, enquanto o segundo já estava em sua
fase adulta.
O pescador MacKinnon, impressionado com a coincidência — ou
com as forças misteriosas do destino — afirmou à agência que resolveu valorizar
a sorte e manter o animal consigo até o fim da temporada de pesca do crustáceo,
no dia 14 de julho.
Em casa, ele preparou um tanque grande para armazenar Opal —
apelido que deu à lagosta azul — mas descartou dar fim no animal. “Nossos
ancestrais sempre disseram que encontrar uma dessas traz sorte e prosperidade
ao barco. Não há chances de nós a comermos, vendermos ou matarmos. Ao fim da
temporada, devolveremos o animal ao oceano”, afirmou MacKinnon.
Via Galileu


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