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Por que o Brasil está construindo um reator nuclear de US$ 280 milhões

Pessoas em tratamento de câncer podem se beneficiar do Programa Nuclear do pais Enquanto os líderes Donald Trump e Kim Jong-un trocam ofensas e competem para saber quem tem o botão maior, a questão nuclear continua sendo importante para definir o futuro do planeta. E o Brasil não está de fora dela. Por aqui, o Programa Nuclear começou ainda na década de 1950. Em 1979, a marinha começou a desenvolver seu próprio programa com a ideia de dominar o ciclo do combustível nuclear, ou seja: conseguir transformar o urânio bruto em combustível — seja para o uso em usinas ou em submarinos. E, apesar das dificuldades como a falta de investimento do governo em novas tecnologias, sobrevive até hoje. Vale lembrar que, por lei, o Brasil não pode desenvolver nenhuma tecnologia nuclear para fins não pacíficos — bombas estão fora de questão. Segundo o Boletim de Energia Nuclear Brasil e Mundo 2016, o país possui a quinta maior reserva de urânio do mundo. São 309 mil toneladas, que r...

A possibilidade cada vez mais real de termos zoológicos de animais extintos

Imagine visitar um zoológico repleto de animais já extintos, desde dinossauros a mamutes. Para muitos, esse cenário é um pesadelo distópico. Em outros, no entanto, gera muita empolgação. Mas, à medida em que a ciência avança, isso pode se tornar realidade em breve. Alguns pesquisadores, por exemplo, já estão analisando como a clonagem de animais poderia mudar a indústria do turismo em 2070. Um parque de dinossauros, por outro lado, ainda permanece uma fantasia. A desextinção continua sendo um desafio e não está claro se o DNA de dinossauros poderia ser recuperado. Com a tecnologia atual, amostras de DNA só podem ser usadas por 1 milhão de anos – neste sentido, teoricamente poderíamos clonar um Homem de Neandertal, mas não um tricerátops que viveu há 65 milhões de anos. O DNA dos mamutes é mais acessível. Cientistas possuem amostras congeladas da criatura e podem implantar o material genético em elefantes, que são geneticamente muito parecidos. Apesar disso, ...

Indaiatuba inicia liberação da nova geração do Aedes geneticamente modificado nesta quarta-feira

Com um mês de atraso, Prefeitura e Oxitec vão começar soltura em quatro bairros. Cidade é a primeira do país a receber a nova linhagem do mosquito; iniciativa tenta reduzir casos de dengue. Um mês após o prazo informado inicialmente, Indaiatuba (SP) inicia, na manhã desta quarta-feira (23), a liberação da nova geração do "Aedes do Bem", como chama a empresa que produz o mosquito geneticamente modificado para diminuir os casos de dengue, zika e chikungunya. A cidade é a primeira no país a receber a nova linhagem do inseto transgênico. Em janeiro, a Oxitec, empresa responsável pela mutação genética das espécies, e o governo do município, haviam informado que a previsão de soltura era para abril, mas trâmites burocráticos adiaram o começo dos trabalhos. O novo "Aedes do bem" é do tipo OX5034, uma evolução do inseto já testado e utilizado em Piracicaba (SP) e Juiz de Fora (MG) desde 2015. De acordo com a Prefeitura, a liberação acontecerá nos bairr...

Cientistas tentam explicar como – e porque – cérebro humano cresceu tanto

Desde os nossos ancestrais, os Australopithecus, ao Homos sapiens moderno, o cérebro humano triplicou de tamanho. cérebro humano é desproporcionalmente grande. E embora uma abundante massa cinzenta confira certas vantagens intelectuais, sustentar um cérebro do tamanho do nosso é custoso – consome um quinto da energia do corpo. Trata-se de uma excentricidade que sempre intrigou os cientistas: enquanto a maioria dos organismos se desenvolve com cérebros pequenos, ou até nenhum, os humanos optaram por sacrificar parte de seu crescimento corporal para ter maior capacidade cerebral. Nesta quarta-feira (23), cientistas afirmaram ter finalmente conseguido desvendar como e porque isto aconteceu. O cérebro humano, sugerem, expandiu-se, sobretudo, em resposta aos estresses ambientais, que forçaram nossa espécie a criar soluções inovadoras para conseguir comida e abrigo, e passar os ensinamentos aos descendentes. A descoberta desafia uma teoria popular, segundo a qual o ...

Taxas de câncer de pulmão entre mulheres jovens dos EUA superam as dos homens

Cientistas pesquisam motivos e tentam entender fenômeno. Número de fumantes não acompanha a alta no câncer entre o público feminino. s taxas de câncer de pulmão entre as mulheres jovens brancas e latinas superaram as dos homens nos Estados Unidos, uma tendência que intriga os cientistas, porque o fenômeno não pode ser explicado por um número crescente de fumantes. Em um estudo publicado nesta quarta-feira (23) no "New England Journal of Medicine", os pesquisadores se concentraram no vínculo entre o câncer de pulmão e o fumo, analisando todos os diagnósticos de câncer de pulmão desde 1995 e dados sobre o número de fumantes desde 1970. Os cientistas esperavam encontrar algum vínculo para explicar porque as taxas de câncer de pulmão entre as mulheres nascidas desde 1960 agora superam a dos homens com a doença. Mas não encontraram nenhuma ligação. "As taxas gerais de incidência e mortalidade por câncer de pulmão continuam sendo mais baixas entre as mulhe...

Como a malária evoluiu para se tornar letal aos humanos

Estudo genético revela como a doença deixou de atingir apenas animais e passou a infectar também pessoas O mistério de como a malária se tornou uma doença letal para os seres humanos foi desvendado por um estudo genético publicado recentemente. A pesquisa, liderada por cientistas do Instituto Wellcome Sanger, em Cambridge, comparou sete tipos diferentes da enfermidade, montando a árvore filogenética (representação gráfica da evolução) do parasita que a provoca. O trabalho, publicado na revista científica Nature Microbiology, revelou que, há cerca de 50 mil anos, os parasitas se dividiram em dois ramos evolutivos, com um deles evoluindo para se tornar uma espécie que infecta humanos e provoca uma doença com alto índice de mortalidade. Uma das causas dessa divisão foi uma mutação que permitiu que o protozoário causador da malária conseguisse infectar os glóbulos vermelhos do sangue. "Nosso trabalho juntou a peças para reconstruir os passos da evolução que p...

O inovador projeto que transforma CO2 em pedra para combater efeito estufa

A usina de energia de Hellisheidi, na Islândia, vem testando um novo método para combater o aquecimento global: transformar o gás carbônico (CO2) em pedra. "Chegamos ao limite dos níveis de CO2 na atmosfera, se não fizermos nada, coisas extremas vão acontecer", diz Edda Sif Aradóttir, líder do projeto CarbFix. O CarbFix consiste em um projeto de pesquisa focado no desenvolvimento de métodos para capturar CO2 e injetá-lo em formações de basalto, transformando o gás em pedra. O processo não é simples: primeiro, o CO2 é dissolvido em água e depois injetado no solo, onde se mistura a formações de basalto. A paisagem de tirar o fôlego da Islândia – com suas fontes termais, gêiseres e praias de areia negra – é principalmente composta por basalto, uma rocha porosa de cor cinza-escura formada a partir do esfriamento da lava. O basalto, por sua vez, é considerado o “melhor amigo do carbono”, porque contém grandes quantidades de cálcio, magnésio e ferro, que...