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Como acontece um coma alcoólico?

Saiba como a bebida é processada e o que acontece com o corpo a cada grama de álcool no sangue Ocorre quando ingerimos mais álcool do que o organismo consegue metabolizar. O fígado leva, em média, uma hora para processar uma dose de bebida, mas esse tempo pode variar de acordo com o peso, a altura, o físico e o gênero. Em mulheres, o tempo estimado é de quase duas horas. “O órgão é responsável por transformar o álcool em glicose, que nos dá energia. Mas, no caso de grande quantidade de bebida, ele não funciona corretamente e a pessoa acaba intoxicada”, explica Paulo Olzon, clínico geral da Unifesp. Com isso, alguns órgãos, como o cérebro, o coração, o estômago e os rins, são afetados. E surgem vários sintomas, de fala arrastada à inconsciência. Nos casos mais graves, o excesso de álcool pode levar até a morte. NO ORGANISMO O corpo leva, em média, uma hora para absorver o álcool. Mas o tempo (e os efeitos) podem variar de acordo com alguns fatores, como, por ...

Cobaias virtuais podem substituir animais em testes farmacêuticos

O software conseguiu simular com precisão se um remédio faz mal ao corpo humano. E foi até mais eficiente do que experimentar com os pobres dos bichinhos Testes de medicamentos em animais sempre foram um dilema ético. Ninguém quer que os bichos sofram – mas ninguém também quer frear o avanço da medicina. Agora, os cientistas parecem mais próximos de resolver este problema, poupar a vida dos animais – e até tornar as drogas mais seguras. Tudo com a ajuda de cobaias virtuais. Na segunda-feira (12), o Centro Nacional de Substituição, Refinamento e Redução de Animais em Pesquisas (NC3Rs), do Reino Unido, concedeu seu prêmio internacional de 2017 a uma equipe da Universidade de Oxford que conseguiu simular a maneira como 62 drogas afetam células cardíacas humanas com a ajuda apenas de um software. O programa, chamado Virtual Assay, foi capaz de adivinhar corretamente se as substâncias causariam danos ao coração. A cobaia virtual parece ser ainda mais eficiente do que os ...

População de elefantes cai 63% na África Central

E, se os elefantes morrerem, 96% das florestas da região podem sofrer junto. Apesar da sua importância no equilíbrio ecológico de onde vivem, um estudo recente da Universidade Duke apontou que a população de elefantes na África Central diminuiu 63% desde 2001. E, como você já deve ter imaginado, o principal culpado dessa tragédia somos nós, os humanos. Além da perda de habitat, a caça ilegal está causando uma matança generalizada. O marfim presente na presa dos elefantes, e que são transformados em talismãs, amuletos e esculturas, vale muito dinheiro. No mercado negro, quase todo marfim vendido vêm da presa dos animais. Os autores do estudo alertam que se medidas emergenciais não forem tomadas, o problema só irá se agravar. A morte de elefantes ainda causa um efeito colateral: o desequilíbrio ecológico nas florestas em que vivem. Por serem animais muito grandes, eles espalham as sementes das frutas que comem por longas distâncias, por meio do esterco. O mesmo acont...

Como age a doença que acometia Stephen Hawking?

Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, o físico superou a expectativa de vida que os médicos lhe deram e viveu 56 anos com a doença Stephen Hawking não nasceu com limitação de movimentos. Ele foi diagnosticado já adulto como portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), também chamada de “doença de Lou Gehrig”, uma enfermidade motora neurodenegenerativa rara, paralisante e sem cura, que afeta o controle dos músculos. Conhecemos o astrofísico mais famoso do nosso tempo em uma cadeira de rodas motorizada conectado a um respirador artificial. Por isso, é difícil imaginar que Hawking fez parte da equipe de remo da Universidade de Oxford. Antes de ser a voz robotizada mais conhecida do mundo, ele foi o timoneiro responsável pela direção e velocidade dos barcos do time estudantil. A esclerose lateral amiotrófica destrói células cerebrais e da medula. Com essas células danificadas, o cérebro perde a capacidade de controlar os movimentos musculares ...

Como mutação genética em uma única criança deu origem a doença que afeta milhões de pessoas

A anemia falciforme pode não ser tão conhecida quanto doenças como a Aids, a turberculose e a febre amarela, mas afeta milhões no mundo todo. Segundo a Fundação Sickle Cell Disease, da Califórnia, nos EUA, cerca 250 milhões de pessoas carregam o gene, que, se herdado do pai e da mãe, gera a enfermidade. Cerca de 300 mil crianças nascem todo ano com anemia falciforme. Uma das doenças genéticas mais comuns do mundo, ela é caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e adquirem o aspecto de uma foice. Essa deformidade faz com que eles endureçam, dificultando a passagem do sangue pelos vasos e a oxigenação dos tecidos. Pode causar dor forte, anemia crônica e prejudicar órgãos vitais. Um estudo recente conduzido por pesquisadores do americano Center for Research on Genomics and Global Health (CRGGH), feito com base na análise do genoma de 3 mil pessoas, liga a anemia falciforme a uma mutação genética que teria se manifestado em a...

Você está bebendo plástico? OMS investigará efeitos na saúde após análise achar partículas em água engarrafada

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai iniciar uma análise sobre os potenciais riscos da presença de plástico na água que bebemos. Ela levará em conta as últimas pesquisas sobre a disseminação e o impacto dos chamados microplásticos - partículas que são pequenas o bastante para serem ingeridas. Isso ocorre após um teste feito com 250 garrafas de água de 11 marcas líderes do mercado, incluindo a brasileira Minalba, ter mostrado que havia micropartículas de plástico em 93% delas. Não há evidências de que microplásticos podem afetar a saúde humana, mas a OMS quer avaliar o quanto realmente se sabe sobre isso. Bruce Gordon, coordenador do trabalho global da OMS em água e saneamento, disse à BBC que a questão principal é se o fato de ingerir partículas de plástico ao longo da vida poderia ter algum efeito. "O público está obviamente preocupado se isso vai deixá-los doentes no curto prazo e no longo prazo", afirmou. "Quando pensamos sobre a comp...

Como o leite de um dos bichos mais exóticos do mundo pode ajudar a combater superbactérias

Ornitorrincos são criaturas curiosas. Com bico de pato e pés munidos de esporões venenosos, estão entre os poucos mamíferos capazes de colocar ovos. Eles amamentam de uma forma completamente diferente dos outros animais - e isso pode fazer com que se tornem aliados importantes dos cientistas no esforço para combater as superbactérias. Pesquisadores australianos descobriram em 2010 que o leite do ornitorrinco contém uma proteína potente que evita a proliferação desses micro-organismos. O atributo, diz a equipe à frente do estudo, poderia ajudar na luta contra um dos problemas mais urgentes da humanidade: a resistência de bactérias a antibióticos. Agora, eles conseguiram isolar a estrutura da proteína, para entender como ela funciona, e acreditam que a descoberta possa levar à criação de um novo tipo de antibiótico. Ornitorrincos são monotremados, um pequeno grupo de mamíferos que podem botar ovos e produzir leite. Eles não têm mamilos - em vez disso, concentr...