E, se os elefantes morrerem, 96% das florestas da região
podem sofrer junto.
Apesar da sua importância no equilíbrio ecológico de onde
vivem, um estudo recente da Universidade Duke apontou que a população de
elefantes na África Central diminuiu 63% desde 2001. E, como você já deve ter
imaginado, o principal culpado dessa tragédia somos nós, os humanos.
Além da perda de habitat, a caça ilegal está causando uma
matança generalizada. O marfim presente na presa dos elefantes, e que são
transformados em talismãs, amuletos e esculturas, vale muito dinheiro. No
mercado negro, quase todo marfim vendido vêm da presa dos animais. Os autores
do estudo alertam que se medidas emergenciais não forem tomadas, o problema só
irá se agravar.
A morte de elefantes ainda causa um efeito colateral: o
desequilíbrio ecológico nas florestas em que vivem. Por serem animais muito
grandes, eles espalham as sementes das frutas que comem por longas distâncias,
por meio do esterco. O mesmo acontece com outros nutrientes. Eles também comem
e pisoteiam plantas de crescimento mais lento, abrindo bosques e facilitando a
entrada de luz. Se os elefantes desaparecerem, 96% das florestas da região
podem sofrer grandes mudanças.
Impedir a caça ilegal não é tarefa fácil, por isso, muitos
estão apelando para a tecnologia. No Gabão, país africano que sofre com o mesmo
problema, o governo está instalando GPS nos animais. Assim, eles poderão ficar
de olho nos elefantes e ainda descobrir quais lugares eles costumam frequentar
com mais frequência para criar planos mais efetivos de proteção.

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