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Cientistas afirmam ter encontrado ancestral mais antigo do ser humano

O 'Saccorhytus' é um exemplar primitivo de uma categoria animal conhecida como deuterostômios, antepassada de várias espécies; ele viveu há 540 milhões de anos. Uma reconstrução do que seria o Saccorhytus a partir dos fósseis encontrados (Foto: Universidade de Cambridge ) quisadores de três países afirmam ter descoberto na China o ancestral mais antigo dos humanos, que viveu há 540 milhões de anos e cujos fósseis estão "estranhamente bem preservados". Segundo o estudo, realizado por um grupo de cientistas do Reino Unido, China e Alemanha e publicado na revista científica Nature, o animal aquático é microscópico e representa a fase mais primitiva da evolução que levou aos peixes e, eventualmente, aos humanos. O Saccorhytus é um exemplar primitivo de uma categoria animal conhecida como deuterostômios, que são ancestrais comuns para várias espécies, entre elas as incluídas entre os animais vertebrados. Os fósseis encontrados na província chinesa de Shaan...

O que as criações de porcos revelam sobre os antibióticos e a ameaça das superbactérias

Em meio aos arrozais da província chinesa de Jiangsu, pequenas fazendas de porcos podem estar contaminando as águas com superbactérias Em uma fazenda de porcos em ruínas perto de Wuxi, na província chinesa de Jiangsu, um estrangeiro desce de um táxi. A família que mora ali se surpreende: sua pequena propriedade fica no fim de uma estrada acidentada em meio a arrozais. Logo, raramente chegam estrangeiros em táxis pedindo licença para usar o banheiro. O estrangeiro era o ativista inglês Philip Lymbery, diretor da organização não governamental Compassion in World Farming (Compaixão na Produção Pecuária Mundial, em inglês). Ele não tinha ido até lá para criticá-los por causa das condições em que vivem seus porcos - embora elas fossem deprimentes -, mas para investigar a contaminação das águas de Jiangsu. Os animais estão apertados em jaulas, sem espaço para se movimentar. E as condições de vida da família não são muito melhores: o banheiro, descobre o visitante, é um buraco...

Nossas plantas podem estar alimentando a Lua com oxigênio

Cientistas que analisavam os dados da sonda japonesa SELENE, apelidada de Kaguya, descobriram que há oxigênio, possivelmente vindo de plantas da Terra, atingindo a Lua. A descoberta foi feita a partir da coleta de dados da Kaguya, com seus sensores de partículas, enquanto orbitava 99,7 quilômetros acima do satélite natural, entre 2007 e 2009. A  Lua, assim como a Terra, recebe diariamente radiação solar de alta energia. Mas, cinco dias por mês, ela fica à sombra do campo magnético da Terra. Mas como o oxigênio de nosso planeta teria feito seu caminho até à Lua? Bom, o campo magnético da Terra deixa um longo funil de partículas eletricamente carregadas em seu rastro. Um funil muito mais fino com maior densidade de partículas, chamado de lençol de plasma, fica no centro. O estudo, publicado nesta segunda-feira na Nature Astronomy, descobriu íons O+ (átomos de oxigênio menos um elétron) de maior energia quando a Kaguya passou pelo lençol de plasma. Este oxigênio de alta energ...

Tratamento inovador com células geneticamente modificadas curou o câncer em duas crianças

Duas crianças diagnosticadas com uma forma agressiva de leucemia, que antes era considerada incurável, estão agora em processo de remissão. O resultado foi alcançado depois que médicos britânicos utilizaram células modificadas. É a primeira vez na história que o câncer é tratado utilizando células imunológicas geneticamente modificadas vindas de um doador. Detalhes desses dois casos foram publicados no Science Translational Medicine. Em cada caso, os cientistas modificaram um tipo de célula imunológica chamada célula T para que ela atacasse células cancerígenas. As duas crianças, que tinham 11 e 16 meses, já tinham passado por vários tratamentos e todos tinham falhado. Uma delas, Layla Richards, atraiu a atenção da imprensa quando cientistas do Great Ormond Street Hospital anunciaram que Richards, que foi diagnosticada com câncer aos três meses de idade, já tinha melhorado muito apenas alguns meses depois do início do tratamento. Mas naquela época, os cientistas estavam ...

Cientistas americanos criam 'Aedes' resistente ao vírus da dengue

Mosquito geneticamente modificado pode reduzir disseminação da doença em humanos Uma nova técnica com potencial para frear a disseminação de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti foi divulgada ontem por pesquisadores americanos. Cientistas da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins criaram mosquitos geneticamente modificados que se valem de seu próprio sistema imunológico para combater o vírus da dengue. Graças a uma alteração feita em laboratório, o organismo do inseto aumentou a produção de fatores antivirais, bloqueando a contaminação pelo vírus da dengue. Se não for infectado, o mosquito também não transmite a doença ao picar um ser humano. Os testes não funcionaram para os vírus da zika e da chicungunha, também transmitidas pelo Aedes, mas os pesquisadores acreditam que a técnica ainda pode ser aprimorada para trazer resistência também contra esses outros tipos de arboviroses. O Aedes se infecta com o vírus da dengue quando suga o sangue de uma pessoa que está com...

Cérebro de grávida perde massa para atender melhor demandas do bebê

Estudos mostram que órgão humano passa por mudanças ao longo da vida Não faz muito tempo, cientistas achavam que o cérebro humano pouco mudava desde o nascimento, se desenvolvendo até a adolescência e depois assumindo uma estrutura praticamente estável, com número de neurônios que diminuía com o tempo. Nos últimos anos, porém, estudos mostraram que certas regiões do cérebro continuam a produzir neurônios — a chamada neurogênese — mesmo na idade adulta, além de passar por alterações na sua estrutura e conectividade das células cerebrais em resposta a estímulos e traumas, num processo conhecido como plasticidade. Duas pesquisas recentes vêm reforçar esta nova visão. Um dos estudos mostra que a região do cérebro responsável pelo reconhecimento de faces cresce ao longo da vida de uma pessoa, aprimorando essa função com o tempo. O outro identificou mudanças no cérebro de mulheres grávidas, num processo adaptativo para ajudar na percepção das necessidades de um bebê recém-nascido...

Por que os humanos não têm osso no pênis

O cachorro, o gato e até o chimpanzé têm – por que nós não? O báculo de um urso panda - MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE BERLIM Parece esquisito para a gente, mas grande parte dos mamíferos possui um báculo – um osso dentro do pênis. A função não é muito misteriosa: serve para ajudar a manter a ereção. É, aliás, o osso mais variado entre as espécies, indo de meros milímetros a até 1,4 m em uma espécie extinta de morsa (as atuais tem “meros” 60 cm). O báculo é ausente em grandes herbívoros, nos mamíferos aquáticos e – única exceção entre os primatas – a gente. Por que dispensamos um auxílio numa hora tão… crucial? Um estudo publicado no Proceedings of Royal Society acredita ter a resposta: somos muito rapidinhos. Ou, ao menos, não temos razão para não ser. Segundo os cientistas, em primatas, o báculo está relacionado com a duração da relação sexual. E esta, por sua vez, está relacionada com a forma como machos e fêmeas se entrosam. Em animais poligâmicos, para os quais ...