O cachorro, o gato e até o chimpanzé têm – por que nós não?
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O báculo de um urso panda - MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE
BERLIM
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Parece esquisito para a gente, mas grande parte dos
mamíferos possui um báculo – um osso dentro do pênis. A função não é muito
misteriosa: serve para ajudar a manter a ereção. É, aliás, o osso mais variado
entre as espécies, indo de meros milímetros a até 1,4 m em uma espécie extinta
de morsa (as atuais tem “meros” 60 cm). O báculo é ausente em grandes
herbívoros, nos mamíferos aquáticos e – única exceção entre os primatas – a
gente.
Por que dispensamos um auxílio numa hora tão… crucial? Um
estudo publicado no Proceedings of Royal Society acredita ter a resposta: somos
muito rapidinhos. Ou, ao menos, não temos razão para não ser.
Segundo os cientistas, em primatas, o báculo está
relacionado com a duração da relação sexual. E esta, por sua vez, está
relacionada com a forma como machos e fêmeas se entrosam. Em animais
poligâmicos, para os quais a festa é para todo mundo, existe uma competição
ferrenha por parceiras. Para garantir que os filhotes gerados sejam seus e não
de outro, os machos desenvolveram um coito mais prolongado, de forma a garantir
que seu esperma fecunde o óvulo antes da fila andar.
Nós não somos – ao menos via de regra – tão desesperados
assim. Sem essa necessidade de segurar a parceira para evitar a competição,
acabamos por perder o osso. E depender de pílulas azuis.

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