Novo tratamento passou por testes clínicos que mostraram
chance de sobrevivência em 90% de pacientes infectados pelo vírus
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VÍRUS EBOLA VISTO DO MICROSCÓPIO (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)
Uma cura definitiva para o vírus ebola pode estar próxima:
duas drogas reduziram a taxa de mortalidade da doença em testes clínicos na
República Democrática do Congo. A chance geral de sobreviver com o novo
tratamento é de 90%.Os fármacos usados, chamados de REGN-EB3 e mAb114, atacaram
o vírus junto a anticorpos, neutralizando o seu poder de infecção em células humanas.
“Daqui pra frente, não diremos mais que o ebola é
incurável”, afirmou Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Instituto Nacional
de Pesquisas Biomédicas da República Democrática do Congo. “Esses avanços
ajudarão a salvar milhares de vidas.”
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto
Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (da sigla em inglês, NIAID),
a escolha por investir nas drogas veio após o descarte de duas outras, ZMapp e
Remdesivir, que tiveram resultados menos eficazes.
O diretor do NIAID, Anthony Fauci, anunciou que a taxa de
mortalidade em tratamentos com ZMapp foi de 49%, enquanto que com Remdesivir
foi de 53%. Houve menos mortes com o REGN-EB3 (29%) e nos testes de mAb114
(34%).
Pacientes que foram submetidos aos testes logo após de
ficarem doentes tiveram resultados ainda melhores, sendo que a taxa de morte
com o REGN-EB3 foi de apenas 6% e de só 11% com o mAb114.
As drogas que tiveram os melhores resultados devem ser
testadas agora em condições mais diversificadas. “Quanto mais aprendermos sobre
esses dois tratamentos, e como eles podem complementar a saúde pública,
incluindo em rastreio e vacinação, mais próximos estaremos de transformar o
ebola de uma doença assustadora para algo tratável”, afirmou Jeremy Farrar,diretor de um grupo anti-ebola
da OMS.
VIA | REVISTA GALILEU

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