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Cão selvagem “sumido” há 50 anos é redescoberto na Nova Guiné

Elo perdido entre os cães domésticos e seus ancestrais, o cão cantor dos planaltos de Nova Guiné é considerado o cachorro mais antigo do mundo (NGHWDF/Reprodução) O cão selvagem dos planaltos da Nova Guiné (Canis lupus dingo) – também conhecido como “cão cantor” por seu uivo agudo – é uma espécie de elo perdido entre os cães domésticos atuais e os canídeos selvagens que lhes deram origem há alguns milhares de anos. Agora, mais de meio século depois de ter sido avistado pela última vez nas matas de grande altitude de seu habitat natural, a ilha de Papua Nova-Guiné, um grupo com 15 espécimes do cachorro sumido deu “oi” aos participantes de uma expedição – provando que ele não está extinto na natureza, e permitindo análises de DNA inéditas. O dingo é descrito na literatura científica como um animal inteligente e tímido, que prefere viver solitário em regiões de mata fechada. Um comportamento ótimo para se safar da extinção, sem dúvida, mas que torna até uma foto um feito ...

Como as raízes do Cerrado levam água a torneiras de todas as regiões do Brasil

O rio São Francisco está secando, haverá cada vez menos água em Brasília e a cidade de São Paulo terá de aprender a conviver com racionamentos. Plantas do cerrado atuam como uma imensa esponja, recarregando aquíferos que abastecem rios e reservatórios O alerta é do arqueólogo e antropólogo baiano Altair Sales Barbosa, que há quase 50 anos estuda o papel do Cerrado na regulação de grandes rios da América do Sul. Ele diz à BBC Brasil que a rápida destruição do bioma está golpeando um dos pilares do sistema: a gigantesca rede de raízes que atua como uma esponja, ajudando a recarregar os aquíferos que levam água a torneiras de todas as regiões do Brasil. Formado em antropologia pela Universidade Católica do Chile, doutor em arqueologia pré-histórica pelo Museu de História Natural de Washington e professor aposentado da PUC-Goiás, Barbosa conta que a água que alimenta o São Francisco e as represas de São Paulo e Brasília vem de três grandes depósitos subterrâneos no Cerrado...

Cientistas descobrem função inesperada dos pulmões

Experimentos feitos com camundongos podem ajudar os cientistas a entender melhor doenças inflamatórias, tromboses e transplantes pulmonares Pulmões: os órgãos ganharam mais uma função (Scott Barbour/Getty Images) Cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, descobriram que os pulmões desempenham um papel que vai além da respiração. Em uma série de experimentos feita com ratos, os pesquisadores notaram que os órgãos do animal produziram mais da metade das plaquetas – componentes do sangue necessários para a coagulação – envolvidas na circulação sanguínea. Segundo Mark Looney, autor principal do estudo, isso significa que os pulmões humanos podem realizar uma função totalmente inesperada: a produção de sangue. “Esse achado definitivamente sugere uma visão mais sofisticada dos pulmões – que eles não são apenas para a respiração, mas também um parceiro fundamental na formação de aspectos cruciais do sangue”, disse o cientista em um comunicado. Tecnologia e s...

Tecido cardíaco feito de espinafre é criado por cientistas

O estudo se aproveita das estruturas da planta para transportar sangue Você já pode ter escutado que espinafre faz bem pro coração – e é verdade! O alimento possui Vitaminas C, B9 e Betacarotenos (todos componentes que te previnem de doenças cardíacas). Agora, a novidade é que a planta não só pode ajudar na saúde do órgão; mas como ser, literalmente, parte dele. Um grupo de cientistas do Instituto Politécnico de Worcester, nos EUA, está conseguindo transformar folhas de espinafre em tecidos cardíacos. A ideia é aproveitas as estruturas de celulose da planta para transportar sangue. O projeto tem uma sacada boa basicamente por um motivo: criar vasos sanguíneos é extremamente difícil. Eles têm que ter os tamanhos exatos; grandes o suficiente para possibilitar a transmissão de células, mas pequenos o bastante para não agredir o corpo que o utilizam – essas medidas chegam a números que soam absurdos, dependendo da região do corpo. Os capilares por exemplo, nossos menores ...

Não faça as malas: Trappist-1 pode não ser tão habitável assim

Primeiros estudos sobre a atmosfera das três Novas Terras não são animadores. Mas calma: ainda há esperança de encontrarmos vida por lá A principal notícia da astronomia do mês passado foi o anúncio da Nasa de que encontramos um novo Sistema Solar, com sete planetas. Três deles estavam até na Zona Habitável, região em que a temperatura permitiria a existência de água líquida na superfície. Maravilha: a Nasa até se empolgou e divulgou pôsteres “turísticos” para quem sonha em passear por uma das três candidatas à Nova Terra. Mas aí veio o lembrete de que a ciência caminha em passos pequenos. Ainda não conseguimos examinar a atmosfera desses planetas, mas as pistas que temos vêm dos estudos sobre a radiação emitida por Trappist-1, a estrela que dá nome ao sistema a 39 anos-luz do nosso. Este Outro Sol é uma anã ultrafria, bem menor que o nosso astro – até por isso, os planetas podem ficar mais perto dela sem esquentar demais. Porém, como toda estrela, ela emite muita ...

De mudança: Nasa quer criar campo magnético em Marte

"Remagnetizar" Marte é fundamental para tornar nosso vizinho habitável - e consertar uma tragédia marciana que já dura 3,7 bilhões de anos. (NASA Goddard Space Flight Centre) A história de Marte tem um enredo mais triste que os filmes que concorreram ao Oscar em 2017. Isso porque o Planeta Vermelho já foi parecido com o nosso: quentinho, úmido e cheio de ar. Agora, a Nasa tem um plano para estimular a natureza a “reabilitar” nosso vizinho. A agência quer mandar um campo magnético para o espaço e instalá-lo entre Marte e o Sol. Tudo isso para combater os vilões da tragédia marciana: os ventos solares. Poderosos e destrutivos, especialmente quando o Sol era mais jovem (ah, a puberdade…), eles transformaram Marte no deserto que é hoje. A atmosfera marciana era densa, cheia de gás. Com isso, o efeito estufa ajudava a aquecer o planeta e a água podia existir em estado líquido. Tudo isso era protegido da radiação e das partículas destruidoras do Sol por um ...

Cenoura em novas cores

Agora o vegetal pode ser encontrado nos tons branco, roxo, amarelo... Antes que essa dúvida passe pela sua cabeça, adiantamos: o alimento é 100% natural. Segundo a marca Mister Rabbit’s Farm, que comercializa as minicenouras coloridas, há 5 mil anos os tons originais do vegetal eram roxo, vermelho, branco e amarelo. O laranja só dominou o mercado lá pelo século 16. Só que pequenos agricultores continuaram produzindo as cenourinhas de cores vibrantes, que agora chegam aos supermercados do Brasil — já descascadas e higienizadas. “Essa possibilidade traz benefícios, porque as cores representam substâncias ativas diferentes”, informa a nutricionista Andrea Forlenza, diretora da Nutravie Consultoria Nutricional, em São Paulo. 5 tons de cenourinha Entenda o que cada um significa nutritivamente Roxo O destaque são as antocianinas, parceiras do coração e das capacidades cognitivas. Vermelho Segundo Andrea, é sinal da presença de carotenoides e outras substâncias ...