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Poluição do ar: o surpreendente fator causador de diabetes tipo 2

Pesquisa mostra como partículas poluentes podem afetar a produção de insulina no nosso organismo. Má alimentação, falta de exercício, obesidade e até a hereditariedade são fatores de risco conhecidos do diabetes tipo 2. E a fumaça liberada pelo escapamento dos automóveis? Uma equipe da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, conduziu um estudo, o maior realizado até hoje, relacionando a doença com as emissões de dióxido de carbono (CO2). De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica "The Lancet Planetary Health", 14% dos casos de diabetes registrados no mundo em 2016 estavam relacionados a partículas poluentes na atmosfera. Ou seja, 3,2 milhões de pessoas contraíram diabetes tipo 2 devido à poluição do ar. Apenas nos Estados Unidos, observa o estudo, a contaminação atmosférica levou ao surgimento de 150 mil novos casos em 2016. "Nossa pesquisa mostra um vínculo significativo entre a poluição do ar e o diabetes em todo o mundo...

Pirâmide alimentar? Indústria alimentícia engana nutricionistas há 50 anos

Primeiro estudo sobre doenças do coração foi patrocinado pela indústria açucareira para culpar a gordura e absolver o açúcar Qualquer um que já tentou abandonar o estilo de vida pizza-refri-televisão pela granola conhece o dilema: as notícias sobre o que vai certamente fazer você viver até os 120 e o que vai entupir suas artérias simplesmente não fazem sentido. Toda a hora tem algo entrando ou saindo do sagrado index de alimentos malignos. (Dê uma olhada nos links – em menos de um ano, duas notícias da SUPER disseram que o ovo é mocinho e vilão) A bagunça podia ser só consequência de um novo front científico sendo estudado por vários ângulos. Mas esta é uma história com vilões. Um artigo do cardiologista Staton Glantz, da Universidade da Califórnia, São Francisco, revelou o mais influente caso de corrupção na pesquisa nutricional: o primeiríssimo estudo sobre a relação entre alimentação e doenças do coração, publicado em 1967, foi secretamente patrocinado pela Sugar Rese...

Espermatozoides transmitem mais do que DNA

Se o papai tiver hábitos de saúde e de alimentação ruins, pode passar isso para o herdeiro geneticamente. Ou melhor, epigeneticamente... Pode parecer contraditório, mas a hereditariedade envolve mais do que apenas o DNA. Isso não quer dizer que tudo que você aprendeu sobre evolução é uma mentira. Pelo contrário. O DNA é sim a “receita de bolo” dos seres vivos. Mas, dependendo do cozinheiro, a mesma receita, com os mesmo ingredientes e feita no mesmo ambiente, vai sair diferente. O DNA não age sozinho: fatores externos influenciam em como ele se expressa. É um fenômeno conhecido como “epigenética”. Epigenética significa, literalmente, “além da genética”. São modificações no DNA sem alterar a sequência dos genes. Ela explica porque ratinhos de laboratório idênticos geneticamente agem de formas diferentes. Ou porque gêmeos univitelinos, criados juntos, manifestam comportamentos distintos. Agora, um estudo da Escola de Medicina da Universidade deMassachusetts , nos EUA, afirm...

A fertilidade masculina está caindo. E a solução pode estar na samba-canção

A quantidade de espermatozoides produzidos pelos homens caiu pela metade nas últimas décadas. Mas um estudo revela que uma simples peça de vestuário pode ajudar a reverter isso Não tá fácil para os papais em potencial. Os últimos estudos em diversos países mostram uma situação grave: a qualidade média do sêmen dos homens está caindo desde a década de 1930. No Brasil, uma pesquisa da Unicamp, feita com 18.902 amostras, revelou que a concentração seminal caiu de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (ml), nas amostras coletadas entre 1989 a 1995, para 48,32 milhões/ml visto entre 2011 e 2016. Pesquisas estimam que 50% dos casos de infertilidade entre casais -que afetam cerca de 48,5 milhões de pessoas no planeta- tenham como causa algum problema masculino. Mas há como melhorar, ao menos um pouco, essa situação. E a solução pode estar na boa e velha samba-canção. É o que afirma um estudo da Universidade Harvard, que analisou o impacto das roupas íntimas na qualid...

Estudo estima que tubarões-baleia podem viver por até 130 anos

Informação é importante para que novas estratégias de preservação da espécie sejam criadas Pesquisadores de instituições norte-americanas e inglesas acabam de descobrir novas curiosidades sobre a maior espécie viva de peixe: o tubarão-baleia, animal que pode atingir cerca de 15 metros de comprimento e 18 toneladas. Os cientistas acompanharam a constante a movimentação de tubarões-baleia próximos às Maldivas, onde fizeram cerca de 180 mergulhos e acabaram cruzando o caminho de 44 tubarões. A maioria deles era jovem, com cerca de 10 anos e, para saber distinguir cada um deles, os pesquisadores prestaram atenção aos padrões presentes nas “costas” dos animais. Durante os encontros, os pesquisadores mediram os tubarões com câmeras e lasers que ajudar a deduzir o tamanho deles. Os dados foram interpretados por um modelo matemático, pois as equações baseadas em observações anteriores que podem ajudar a explicar como os tubarões-baleia se desenvolvem e até que idade podem a...

Cientistas criam nova espécie de levedura com apenas um cromossomo

Estudos indicam que não faz muita diferença se o DNA dos seres vivos está em apenas um ou mais cromossomos Pesquisadores chineses criaram uma nova espécie de levedura de padeiro usando apenas um mega cromossomo. E um grupo de especialistas norte-americanos fez a mesma coisa, mas usando dois cromossomos. Os estudiosos usaram o CRISPR-Cas9, uma ferramenta de edição de genes que “recorta e cola”, para retirar os centrômeros e telômeros, que mantêm juntos cada um dos cromossomos. Em seguida, eles os juntaram de volta em uma única corrente. A levedura de padeiro geralmente tem 16 cromossomos. Nesta pesquisa, toda essa informação genética foi espremida em um único cromossomo. Os relatórios da China e dos EUA foram publicadas na revista Nature. Para os cientistas, esses estudos podem ajudar a explicar por que os seres humanos e outros organismos dividem o DNA em muitos cromossomos diferentes. Como mostrou essa levedura, não faz muita diferença se o DNA está em um ou em...

Pássaros aprendem “línguas estrangeiras” para sobreviver

Biólogos demonstram que espécie de ave australiana compreende cantos de alerta de outras espécies para poder escapar de possíveis predadores Um passo em falso, uma chacoalhada nos galhos, um ponto no horizonte avançando e aumentando em alta velocidade na sua direção. Aves podem facilmente identificar sinais como esses como uma ameaça e, instintivamente, “tocar o alarme” para avisar sua comunidade que há perigo à espreita. Mas como já imaginavam os biólogos, as aves não dependem só a experiência do perigo para entender que há ameaças ao seu redor. Um estudo recente, publicado pela Current Biology , mostra que uma espécie de ave encontrada na costa leste da Austrália desenvolveu a habilidade extra de compreender o canto de alarme de outras espécies de pássaros. Assim, ela não precisa depender do contato direto com a ameaça para evitá-la, porque escutou outro grupo de aves, de espécie distinta, avisando que ela existe.     A espécie Malurus cyaneus foi estudada ...