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Estudo estima que tubarões-baleia podem viver por até 130 anos


Informação é importante para que novas estratégias de preservação da espécie sejam criadas


Pesquisadores de instituições norte-americanas e inglesas acabam de descobrir novas curiosidades sobre a maior espécie viva de peixe: o tubarão-baleia, animal que pode atingir cerca de 15 metros de comprimento e 18 toneladas.

Os cientistas acompanharam a constante a movimentação de tubarões-baleia próximos às Maldivas, onde fizeram cerca de 180 mergulhos e acabaram cruzando o caminho de 44 tubarões. A maioria deles era jovem, com cerca de 10 anos e, para saber distinguir cada um deles, os pesquisadores prestaram atenção aos padrões presentes nas “costas” dos animais. Durante os encontros, os pesquisadores mediram os tubarões com câmeras e lasers que ajudar a deduzir o tamanho deles.


Os dados foram interpretados por um modelo matemático, pois as equações baseadas em observações anteriores que podem ajudar a explicar como os tubarões-baleia se desenvolvem e até que idade podem atingir, de acordo com seu tamanho. “Este é um novo método de medição de tubarões vivos que pode ser aplicada em outras situações”, afirma Mahmood Shivji, professor da Nova Southeastern University, na Flórida, ao Gizmodo. “Você não precisa depender de animais mortos ou capturados na pescaria.”

Geralmente, quase como a análise dos anéis das árvores, os biólogos marinhos estimam a idade de tubarões-baleia baseando-se nas vértebras de espécimes mortos. No entanto,  ainda não se sabe ao certo se as vértebras realmente podem ser um parâmetro para prever a idade de um tubarão. “Estimar a idade de tubarões geralmente é difícil”, diz Shivji.

De acordo com o método de modelos matemáticos, tubarões-baleia se tornam maduros aos 25 anos e podem viver até 130. Essa estimativa se aproxima da previsão obtida pelo método da análise de vértebras e se encaixa no resultado obtido por outros estudos, que estimam que o animal possa viver entre 79 e 174 anos.

Conhecer dados sobre a longevidade e o tamanho máximo do animal, por exemplo, é importante em termos não só acadêmicos mas também do ponto de vista da preservação ambiental.

“Uma compreensão mais profunda dos parâmetros de idade e crescimento levará a melhores estimativas da capacidade das populações de tubarões-baleia de se recuperarem da superexploração e é vital para planos de manejo efetivos”, escreveram os cientistas.

Via | Galileu

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