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Remédio experimental pode curar gripe em 24 horas

Droga pode chegar ao Japão já no primeiro semestre deste ano. (artisteer/iStock) Uma empresa farmacêutica japonesa afirma ter criado um remédio que pode acabar com o vírus da gripe em até 24h. A droga, que está nas fases finais de testes, também pode reduzir o poder de contágio da doença – e só precisa de uma dose para fazer efeito completo. Chamada de ‘baloxavir marboxil’, ela pode chegar às farmácias japonesas já em maio de 2018. O remédio já foi testada com sucesso em 1,436 pacientes. Seu funcionamento é simples: ele inibe uma enzima de restrição que é essencial para que os vírus se repliquem e sintetizem proteínas a partir do próprio material genético. Com este bloqueio, o remédio não só evita que o vírus se espalhe, mas também limita sua habilidade de entrar em nossas células e induzir os sintomas da gripe. Pacientes que começaram a mostrar sinais de infecção nas primeiras 48 horas disseram ter se livrado dos sintomas 53 horas depois de tomar uma pílula do ...

Formigas “paramédicas” evacuam guerreiras feridas, mostra estudo

Formigas africanas matabele socorrem companheiras feridas e cuidam delas até que recuperem totalmente a saúde, mostra estudo As formigas africanas matabele socorrem as companheiras feridas nas operações de caça e cuidam delas até que recuperem totalmente a saúde – aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (14), que mostrou aspectos “assombrosos” do comportamento animal. Depois de evacuar as feridas dos campos de batalha e levá-las para o ninho, as formigas atuam como equipes médicas, reunindo-se em torno dos pacientes para lamber seus ferimentos de forma “intensa”, relata um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B. Esse comportamento reduz de 80% para 10% a mortalidade das formigas-soldado feridas, observam os pesquisadores. “Isso não se faz por meio do autocuidado, que é algo conhecido por muitos animais, mas mediante um tratamento feito por outros, que, lambendo intensamente a ferida, tornam impossível impedir que haja uma infecção”, e...

Como a exploração de uma árvore nativa pode ajudar a reduzir o desmatamento na Amazônia

Uma técnica que recupera a floresta amazônica a partir do plantio de uma única espécie nativa pode ajudar a reconstituir uma área do tamanho do Estado do Paraná e reduzir a pressão sobre regiões preservadas. A técnica, desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, estatal vinculada ao Ministério da Agricultura) em parceria com uma empresa madeireira, consiste no plantio do paricá, árvore cuja madeira é usada para fazer laminados. Pesquisadores verificaram que, a partir da plantação de paricás em uma área desmatada de 108 hectares (1 km²), outras espécies passaram a se propagar naturalmente no local. Treze anos depois, a área tinha valor comercial 36% maior do que a de um lote vizinho também desmatado, mas onde não havia sido feita qualquer intervenção. O experimento teve início em 1995 e ocorreu em uma fazenda em Dom Eliseu, município no nordeste do Pará, em uma parceria entre a Embrapa Amazônia Oriental e o grupo madeireiro Arboris. Se...

Novo antibiótico encontrado na 'poeira' é capaz de combater superbactéria

Pesquisadores da Rockefeller University, em Nova York, descobriram em amostras do solo recolhidas em diversos pontos dos Estados Unidos uma nova família de antibióticos com potencial para combater infecções difíceis de tratar. Testes mostraram que os compostos naturais, chamados de 'malacidins', foram capazes de debelar uma série de doenças bacterianas que se tornaram resistentes à maioria dos antibióticos, entre elas a superbactéria MRSA (sigla em inglês que se refere à Staphylococcus aureus, que é resistente à meticilina). Especialistas dizem que a pesquisa, divulgada na publicação científica Nature Microbiology, dá esperança na corrida para encontrar antibióticos mais efetivos. Doenças resistentes a remédios são uma das grandes ameaças à saúde no mundo todo e matam cerca de 700 mil pessoas por ano. Por isso a pressa para encontrar novos tratamentos. Remédio da 'poeira' O chão está repleto de micro-organismos vivos com potencial para produzir...

TOXINA BOTULÍNICA

Toxina botulínica é um composto altamente venenoso. Segregada pelas bactérias Clostridium botulinum e Clostridium parabotulinum, que se desenvolvem em enlatados ou nos alimentos mal conservados, já causou inúmeros envenenamentos. Ao penetrar no organismo, ela provoca náuseas, mal-estar, vômitos e fraqueza muscular progressiva. Caracteristicamente, as pálpebras caem (ptose palpebral). O comprometimento da contração muscular é responsável pela falta de ar e dificuldade de deglutição que acometem o paciente. Quando a quantidade de toxina é muito grande, a pessoa morre em pouco tempo. Para entender o que acontece, é preciso lembrar que, entre o músculo e os nervos, há uma placa responsável pela transmissão do estímulo nervoso que produz a contração muscular. A toxina botulínica age nessa placa, dificultando a transmissão do estímulo e levando ao relaxamento da musculatura. É dessa propriedade fisiológica que advém sua utilidade terapêutica. Nos últimos vinte anos, foram apr...

Qual é o veneno mais venenoso do mundo?

Confira a lista das substâncias mais letais que existem - e fique longe delas! É a toxina botulínica, uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo, intoxicação alimentar rara, mas que pode ser fatal. O poder mortífero de um veneno é medido pela chamada “dose letal 50” (DL50), que é a quantidade capaz de matar, em até 14 dias, metade de uma população de animais usados para teste. No homem, a DL50 da toxina botulínica é de apenas 0,4 nanograma por quilo – um nanograma equivale a um bilionésimo de grama. Ou seja, para aniquilar um jovem de 50 quilos, por exemplo, seria preciso apenas irrisórios 20 nanogramas do composto! Há milhares de tipos de veneno – que podem ter origem animal, mineral, vegetal ou ser produzidos em laboratório -, e, ao longo da história, vários têm sido usados para matar. Confira a lista das substâncias mais letais que existem – e fique longe delas! Mantenha distância Substâncias mais letais do planeta s...

Os humanos evoluíram músculos mais fracos para alimentar o crescimento do cérebro, estudo sugere

Os seres humanos parecem ter evoluído músculos insignificantes ainda mais rápido do que os cientistas acreditavam, de acordo com um novo estudo metabólico que opôs as pessoas contra os chimpanzés e macacos em concursos de força. O resultado, diz o biólogo Roland Roberts , é que “os músculos fracos podem ser o preço que pagamos para as demandas metabólicas de nossos poderes cognitivos surpreendentes.” Os cientistas   observaram que a principal diferença entre os seres humanos modernos e outros macacos, como chimpanzés, é a nossa posse de um cérebro de tamanho grande e faminto por energia. Foi o desenvolvimento desse cérebro que dirigiu a evolução de nossos ancestrais mais próximos para longe de um ancestral simiesco, começando cerca de seis milhões de anos atrás. Mas a questão de como nós evoluímos com tais cérebros grandes, que consomem 20 por cento de nossa energia,   tem atormentado muito a ciência. “ A grande diferença na força muscular entre os sere...