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Astrônomos preveem que explosão estelar poderá ser vista a olho nu em 2022




Não é sempre que um novo corpo aparece no céu noturno – sem contar os meteoros e ocasionais cometas, as coisas geralmente são sempre iguais. Agora, astrônomos estão prevendo que um par de estrelas muito próximas irão se tocar e criar uma chamada “nova vermelha”, resultando em uma explosão brilhante visível a olho nu.


A equipe da Faculdade Calvin em Michigan, liderada pelo professor Larry Molnar, tem observado o sistema binário KIC 9832227 desde que ficaram sabendo sobre ele em uma conferência em 2013. Depois de determinar que o sistema era realmente binário, os astrônomos analisaram os dados do telescópio espacial Kepler da NASA e perceberam que o período orbital, ou a quantidade de tempo que leva para as estrelas orbitarem em torno uma da outra, diminuiu.

Observações contínuas revelaram que as estrelas estão ficando cada vez mais velozes, o que permitiu que os cientistas estimassem que elas irão colidir em 2022 (com uma margem de erro de um ano para mais ou para menos).


Se a previsão estiver correta, esse sistema binário irá aparecer na constelação Cygnus, de acordo com o comunicado para a imprensa. Mas é importante notar que essas previsões nem sempre estão corretas.

“Acho que eles fizeram o melhor trabalho de acordo com os dados que tinham em mãos e é uma situação muito plausível”, disse Michael Shara, curador do Departamento de Astrofísica no Museu Americano de História Natural em Nova York, ao Gizmodo. “A natureza tem milhares de pequenos segredos na manga”, continuou. “Talvez exista algo que esteja encurtando o período para que o evento aconteça, ou que pareça estar encurtando esse período e depois acabe o alongando novamente. Não acho que seja um caso totalmente resolvido”.

Outros astrônomos estão mais confiantes. “Essa previsão tem uma boa chance de se tornar real. Mesmo que a previsão de tempo esteja um pouquinho errada, a fusão por contato de um binário é uma maneira muito plausível de interpretar os dados”, disse Konstantin Batygin, professor assistente de ciências planetárias na Caltech, ao Gizmodo por email. “Entre os momentos mais emocionantes na ciência estão aqueles que a previsão tem uma resolução clara, em um período de tempo relativamente curto”.


Imagem do topo: “V838 Monocerotis – uma possível nova vermelha luminosa” (Imagem: NASA, ESA and H.E. Bond (STScI)/Wikimedia Commons)

Via Gizmodo

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